terça-feira, 15 de março de 2011

A TRAGÉDIA

Quem nada tem, nada come, E ao pé de quem tem comer, se alguém disser que tem fome, comete um crime sem querer. O filho então o que foi que aconteceu, nada -como nada se tu estás aqui quando devias estar na casa do teu patrão? - Ele pôs-me na rua,- E por que te pôs ele na rua? - porque eu gosto da d. Joaninha. Ai valha-me Deus, que tragédia, então e ele disse que não te queria lá mais?- Não ele não disse isso, só disse, some daqui para fora, e eu fugi, enquanto ele ficou a ralhar com a d. Joaninha.- (Estamos em Novembro de 1943 em plena guerra) Olha filho logo quando o teu pai chegar nós vamos falar e depois eu ou o teu pai vamos lá falar com os teus patrões para tu voltares para lá. - Eu não quero voltar para lá.

segunda-feira, 14 de março de 2011

de novo em casa

Então filho o que é que te aconteceu, o que tu fizeste? Nada mãe o sr. José é que me mandou embora mas sem rasão. Estás á espera que eu acredite que o sr. José estava muito bem e de repente lembrou-se e disse esta-me a apetecer mandar o miúdo embora, e chegou a ti e disse : vai-te embora some daqui para fora. Ele tem ciumes de mim mãe, Eu não acredito no que eu oiço. Mas é verdade mãe. O teu pai quando souber vai ficar contente vai. O mãe mas eu juro que não tive culpa. Nós mais logo falamos.

domingo, 13 de março de 2011


O REGRESSO

Pronto :eu levo-te para casa mas a tua mãe vai ficar triste com isto.
mas eu não fiz mal nenhum tio.
Pronto não se fala mais nisso. (A chegada a casa) Ai Jesus o que é que aconteceu filho. Não acontece nada, eu vinha do mercado e vejo o rapas a correr e gritei-lhe, o que tinha acontecido, e ele disse-me só que não tinha acontecido nada. ó compadre obrigado por mo ter trazido. Pronto adeus. Adeus.
- Olha aqui Joaninha ou tu mudas de comportamento, ou nós vamos ter problemas por causa do rapas.Eu proíbo te de te abeirares dele.
E tu achas que isso é justo, é só uma criança. É uma criança que me está a dar muito que pensar.
Não sejas tonto e onde é que ele está? Descansa que ele não foge.

sábado, 12 de março de 2011

A TRAGÉDIA

Quem nada tem, nada come, E ao pé de quem tem comer, se alguém disser que tem fome, comete um crime sem querer. O filho então o que foi que aconteceu, nada -como nada se tu estás aqui quando devias estar na casa do teu patrão? - Ele pôs-me na rua,- E por que te pôs ele na rua? - porque eu gosto da d. Joaninha. Ai valha-me Deus, que tragédia, então e ele disse que não te queria lá mais?- Não ele não disse isso, só disse, some daqui para fora, e eu fugi, enquanto ele ficou a ralhar com a d. Joaninha.- (Estamos em Novembro de 1943 em plena guerra) Olha filho logo quando o teu pai chegar nós vamos falar e depois eu ou o teu pai vamos lá falar com os teus patrões para tu voltares para lá. - Eu não quero voltar para lá.

sexta-feira, 11 de março de 2011


de novo em casa

Então filho o que é que te aconteceu, o que tu fizeste? Nada mãe o sr. José é que me mandou embora mas sem rasão. Estás á espera que eu acredite que o sr. José estava muito bem e de repente lembrou-se e disse esta-me a apetecer mandar o miúdo embora, e chegou a ti e disse : vai-te embora some daqui para fora. Ele tem ciumes de mim mãe, Eu não acredito no que eu oiço. Mas é verdade mãe. O teu pai quando souber vai ficar contente vai. O mãe mas eu juro que não tive culpa. Nós mais logo falamos.

quinta-feira, 10 de março de 2011


O REGRESSO

Pronto :eu levo-te para casa mas a tua mãe vai ficar triste com isto.
mas eu não fiz mal nenhum tio.
Pronto não se fala mais nisso. (A chegada a casa) Ai Jesus o que é que aconteceu filho. Não acontece nada, eu vinha do mercado e vejo o rapas a correr e gritei-lhe, o que tinha acontecido, e ele disse-me só que não tinha acontecido nada. ó compadre obrigado por mo ter trazido. Pronto adeus. Adeus.
- Olha aqui Joaninha ou tu mudas de comportamento, ou nós vamos ter problemas por causa do rapas.Eu proíbo te de te abeirares dele.
E tu achas que isso é justo, é só uma criança. É uma criança que me está a dar muito que pensar.
Não sejas tonto e onde é que ele está? Descansa que ele não foge.

quarta-feira, 9 de março de 2011


A DESILUSÃO

E o rapas muito assustado corre sem saber muito bem para onde. com os olhos muito abertos enquanto corre, pensa: Eu gosto muito da sra. Joana, mas eu vou fugir e só volto quando o sr. José morrer. E se a sra. Joana morre primeiro? Ó... quem vem ali o meu tio Francisco. Ó rapas para onde vais tu assim a corre dessa maneira, parece que vais a fugir de alguém. Foi o meu patrão que me pôs na rua. E o que fizeste tu para ele te por na rua? nada ele é que não gosta de mim, eu vou levar-te lá e vou falar com o teu patrão não tio leve-me pá minha casa, pá minha mãe.

terça-feira, 8 de março de 2011



A confissão


Eu não te imaginava tão precoce, realmente uma mulher que não cria um ou mais filhos, não sabe nada da vida, tu surpreendes-me todos os dias.
Olha vem lá o sr. José.
então rapas não queres outra vida , quem te quer ver é debaixo
da saia da patroa.
então a mãe dele já foi embora?
Já coitada da sra.
Vê-se que há-de ser
boa sra. É para ti qualquer pessoa que chore é logo boa pessoa.
- Olha eu se convivesse com ela mais tempo,
aprendia muito junto dela,ela pode ser pobre mas não é tola.
Á pois não o tolo sou eu que te dou ouvidos .
Uma pessoa mata-se a trabalhar , e estas mostrengas ,
que não fazem nada. E tu ó fedelho o que estás ainda aqui a fazer,
a conversa não é contigo, some já daqui para fora.

segunda-feira, 7 de março de 2011


Não Esperava

A sra. não tem filhos? - Não, ou para bem ou para mal dos meus pecados.
- Eu gostava muito : ou de ser seu patrão ou como sou pequeno ser seu filho, mas gostava mais de ser seu patrão. olha tu és tonto, é o que tu és.- A sra. Já não gosta de mim como gostava?- Eu gosto, mas sabes´há coisas que agora são verdades e logo já não são.
Olha o sr. José vem aí.
Então menino é só a sra. e o resto já não se pensa em trabalhar nesta casa?

domingo, 6 de março de 2011


A CONFISSÃO

Olha lá ó meu malandro, eu defendo-te sempre e tu já tens catarro?
O que é que isso quer dizer catarro?- quer dizer que o meu marido se calhar ás vezes tem rasão,- mas a sra. diz que sempre que ele não tem rasão nenhuma. - pois digo mas possivelmente, nem sempre estou certa.
Para mim a sra. está sempre certa.
Já agora diz lá, para que querias tu um objecto como eu
quando fores grande?- Para os meus amigos verem que eu tinha a
mulher mais bonita do mundo.
Olha eu e o meu marido nunca fomos capazes de dar um filho um ao outro,
mas de facto as crianças são a coisa mais linda e bela que há no mundo.
Ò dona Joaninha e eu também sou lindo e belo? - és meu querido,
Mas nunca ninguém me tinha dito isso, mas és podes crer.

sábado, 5 de março de 2011


OLHANDO PARA TRÁS

OLHA MEU MENINO. PROCURA EVITAR QUE UM DIA OLHES PARA TRAZ, E QUE NÃO VEJAS NADA DE ÚTIL, EM TUDO O QUE FIZESTE. -A EU NUNCA OLHO PARA TRAZ, A MINHA MÃE ENSINOU-ME QUE NUNCA SE OLHA PARA TRAZ,-MAS NÃO É DESSE OLHAR PARA TRAZ QUE EU ESTOU A FALAR, EU ESTOU A FALAR DE QUANDO EU ERA MENINA ATÉ AGORA O QUE É QUE EU FIZ ,E O QUE É QUE EU TENHO E O QUE É QUE EU SOU: NUNCA FIZ NADA, NÃO TENHO NADA, E SOU APENAS UM OBJECTO DE USO PESSOAL DO MEU MARIDO. AS PALAVRAS QUE A TUA MÃE ME DISSE SOBRE SER , OU NÃO ESCRAVA PUSERAM-ME A PENSAR.- POSSO DIZER UMA COISA Á SRA.? PODES:- EU GOSTO MUITO DA SRA. MAS AINDA SOU PEQUENO, QUANDO EU FOR GRANDE TAMBÉM QUERO TER UM OBJECTO DE USO PESSOAL ASSIM COMO A SRA..-

sexta-feira, 4 de março de 2011

O REENCONTRO



O REENCONTRO

CCHEGA O SER. J. MARTINS - ESTA SRA. NÃO É A MÃE DO GAROTO? É A D. MARIA A MÃE DO E.G. -SIM SRA. ENTÃO VEIO FAZER UMA VISITA AO FILHO.- SIM NÓS SOMOS POBREZINHOS MAS TEMOS MUITO AMOR AOS NOSSOS FILHOS. - EU SEI ESTAVA SÓ A BRINCAR. MAS OLHE QUE ESTE MALANDRO ESTA-ME A SAIR TEMPORÃO DE MAIS. A SRA. SABE QUE ELE JÁ GOSTA MAIS DA PATROA DO QUE DO PATRÃO.- Ó SR. J. EU NÃO SOU DE CERIMÓNIAS SE CALHAR A SRA. TRATA-O MELHOR DO QUE O SR. NÃO É POR ISSO É PIOR QUE A PATROA VESTE SAIA E EU VISTO CALÇAS. - O SR. DESCULPE MAS NÃO DEVE ESTAR BOM DA CABEÇA, JÁ VIU QUE ESTAMOS A FALAR DE UM MIÚDO DE SETE ANOS?- É É M,AS JÁ SABE O QUE É BOM. ISTO SÃO PALERMICES MINHAS NÃO LIGUE, ENTÃO E O SEU MARIDO ESTÁ BOM? COITADO FARTO DE TRABALHAR, É UM MOURO DE TRABALHO, ELE TAMBÉM GOSTAVA DE VER O FILHO MAS ALGUÉM TEM QUE TRABALHAR E OLHAR PELOS ANIMAIS, FICOU LÁ. - E EU VOU-ME EMBORA AMANHÃ

quinta-feira, 3 de março de 2011


CONVERSA

A SRA. ESTA-ME A DIZER QUE O SEU MARIDO TEM CIUMES DO MEU FILHO?- NEM MAIS NEM MENOS, É O QUE ACABOU DE OUVIR. AI ´VALHA-ME DEUS. EU NÃO POSSO ESTAR A OUVIR BEM, - ESTÁ SIM - SABE O SEU MARIDO DEVE TER UM GRANDE GOSTO NA SRA. COM ESSE CABELO DESSE TAMANHÃO QUANTOS METROS TEM O SEU CABELO?- O MEU MARIDO DIZ QUE TEM 3,50METROS, ESTE CABELO TEM 17 ANOS DE IDADE. E COMO É QUE A SRA. TRABALHA?- EU NÃO TRABALHO EU VIVO SÓ PARA O MEU MARIDO E PARA O MEU CABELO. - OLHE MINHA SRA. POBREZINHA SOU EU MAS ESCRAVA COMO A SRA. ISSO EU NUNCA FUI E NEM VOU SER. E TU MEU FILHO COMO É QUE VAIS - BEM - E ESTÁS CONTENTE DE CÁ ESTARES? - EU GOSTO MUITO DA SRA. D. JOANINHA MAS DO SR. ´SÉ NEM POR ISSO TENS QUE TER CALMA FILHO TU AQUI AO MENOS NÃO PASSAS FOME.

terça-feira, 1 de março de 2011



A CONVERSA


Boa tarde, olá a sra. por aqui? é verdade, vim fazer uma visita ao filho que já tinha saudades dele.
Fez a sra. muito bem e o seu homem também está bom?la vai andando
como Deus quer. Então e o meu filho porta-se bem? Assim assim,
ás vezes podia portar-se melhor.
Eu vou ter uma conversa com ele. Não é nada o meu homem é que anda a meter macaquinhos
na cabeça. macaquinhos como? Agora deu-lhe para ter ciumes do miúdo.
Ó sr. José eu não acredito no que eu estou a ouvir. Mas eu acredito naquilo que eu já vi.
Ó sr. José eu preciso muito mas problemas eu não quero. Não está tudo bem
Não se preocupe

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011



seis meses depois


Entretanto os pais de E. G. sentiam o coração apertado, as saudades eram muitas. A luta dos pobres para sobreviver naquela época, era muito grande.
Mas as saudades acabaram por vencer. Um dia a mãe do E. G. Resolveu meter
os pés ao caminho para ir visitar o filho.,e com um pequeno farnel num saquito
de pano cru, para lhe ajudar a vencer as quatro horas de caminho lá foi a sra.
Maria. O sr. Henrique teve que ficar em casa não podiam ir os dois, já haviam mais dois filhos e as galinhas e uma cabrita que dava o leite lá para casa, e então o pai ficou.

Quinta-feira, 2 de Agosto de 2007

domingo, 27 de fevereiro de 2011



O INQUÈRITO


Então meu menino, o sr. J. tem-te procurado coisas sobre mim?,- tem sim sra. Olha eu não quero que tu me digas, o que ele tem procurado sobre mim, e também não quero que tu lhe contes o que eu falo contigo. - Nem quando ele me pergunta?
- Nem quando ele te pergunta.- ele não quer que eu minta. E tu não mentes. - Então como é que eu faço?- Dizes só a Sra. não falou nada comigo, que foi só o tempo de ires fazer o mandado. - Mas eu tenho medo dele, - Medo? ai dele que te
faça mal e que eu saiba,- E como é que a sra. sabe?
É só tu me dizeres. - E depois? - depois é comigo e com ele,
não tenhas medo que nada te acontece.
Está bem eu vou fazer como a sra. me encimou, porque a sra. é como uma mãe para mim. - E ainda quero ser muito mais se tu te portares bem.

sábado, 26 de fevereiro de 2011



A PESQUISAR O DESCONHECIDO


Ó e. g . Eu já te disse que quando eu te pergunto alguma coisa não quero que tu me mintas. e isto que eu te vou perguntar não é para ser falado para mais ninguém, estamos entendidos? sim sr. estamos.- diz-me cá o que é que a sra. d. Joana gala contigo quando tu estás com ela?- Então diz-me o que quer que eu lhe faça, mas diz-me exactamente como é que ela fala para ti, - então diz assim, Ó menino anda cá fazer aqui um mandado, - e depois? - depois, diz-me o que quer que eu lhe faça. -Então e o que é que ela normalmente te manda fazer? - ir á fonte, á lenha para a lareira, e outras coisas.- E como é que tu gostas mais que te chamem? é E. G. ou menino? tanto faz, - E se te chamarem de cão também gostas? não senhor,
á pensava que sim.eu daqui para a frente quero saber tudo o que a sra. te diz entendido? E nada de trafulhices.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

O CIUME


Ó joaninha olha que tu não podes dar confiança ao,
pequeno, tu sabes tu como é que são estes
filhos do acaso, todo o cuidado é pouco com eles.
Eu não acredito que estou em frente de uma sena
de ciumes; não é nada disso mas tu sabes como é que
são estes miúdos nascidos e criados lá no meio do
mato sabe-se lá filhos de quem.
Ó homem tu tem mas é juízo que isso até te fica mal, eu pela parte que
me toca vou fazer de conta que tu não falaste em nada sobre o miúdo.
-Todo o cuidado é pouco, e é melhor prevenir do que ter que remediar.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011



A IDA Á FONTE


Ó joaninha já ensinaste ao miúdo onde é a fonte?-Olha ainda não tenho-me esquecido: ó miúdo - diga sr. José - Anda cá para te ensinar onde fica a fonte: Vês alem aquele largo - sim senhor, - quando tu chegares aquele largo olhas á tua volta e deves ver uma vereda , essa vereda vai dar a um largo cheio de relva e com um lago no meio esse lago tem uma bica para encher os cântaros, não enchas no lago porque essa agua é suja, entendido?sim sr..Agora vais ter com a dona joaninha para ela te arranjar um cântaro, tens que ir buscar dez cântaros de agua, é para nós beber-mos, e para fazer o comer pra nós e pós porcos.
Ó José não leves a mal mas tu falas tão áspero para o menino, e ele é tão meigo e tão doce. É para ele aprender a ser homem em vês de ser um maricas. Não digas isso do menino, se tu visses a doçura com que ele olhou para o meu cabelo, era um amor velo

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011


continuação


Pum: Então rapas, eu não te disse para teres cuidado com as videiras? mas isto foi sem querer,- Eu não te pedi justificações, alem disso tu já estavas avisado para teres cuidado, se volta a acontecer outra igual levas um sopapo nos queixos que te saem os dentes pela cova do ladrão mas ouviste bem?. Tu ainda és bezerrito tens que ser amansado, ou então voltas lá para a tua baiuca que lá é que tu estás bem.
Pronto pessoal, para hoje já chega, também já não se vê nada,- pois não por isso é que o miúdo deu com a sachola na videira. Boa noite mulher- boa noite;- Então o rapas já chegou muito tarde?- já, eu até pensei que ele se tinha perdido.- Eu é que tive culpa porque o empatei,-tá bem não há problema


terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

A DESCULPA

Então rapaz só agora? -Estive a fazer um recado á sra..
Está bem, eu logo falo com a sra. Olha rapaz eu ainda não
te disse mas vou dizer-te, eu não quero cá mentiras, o
resultado se tu me mentires é o seguinte: por cada mentira
corto-te um braço, e quando tu não tiveres braços mando-te
para a tua casa. Eu não quero cá gente inútil: Percebido?
Sim senhor. Agora pega naquela sachola e começa a arrancar todas as ervas
sem tocares com a sachola no pé das videiras, está entendido? Sim senhor.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011



FALAR DO PASSADO

 Lá foi o E. cheio de medo e á pressa roçar outro molho de mato e leva-lo sempre a correr. Quando chegou a casa só estava a sra. D. Luz Então menino já chegaste mas demoraste tanto. Mas não te assustes não te vai acontecer mal. Tu já viste outro cabelo assim tão grande como este? não minha sra. sabes quantos metros mede o meu cabelo? Não. Tem um metro e sessenta centímetros tantos metros,- eu vivo só para o meu cabelo e para o meu marido. mas agora anda cá vês alem aquela vinha por baixo dos eucaliptos? sim sra. vejo bem e vês aqueles senhores que andam lá no meio da vinha? Sim sra. vejo bem, é o sr. José com o pessoal, vai e diz, que estiveste a fazer um recado para mim e não tenhas medo que nada te vai acontecer. havemos-de ser grandes amigos e falar muito. (Mas olha que isto não é para dizer a ninguém) percebeste? sim minha sra. agora vai.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Domingo 20 de Fevereiro 2011


FFALAR DO PASSADO


E lá vai o pobre miúdo com o coraçãozíto apertado, a pensar como é que havia-de
saber qual é a courela do patrão. Chegou, olhou voltou a olhar calculou, deve ser aqui. Toca a roçar, ainda mal tinha começado quando ouviu, olha lá rapas foi isso que o teu patrão te ensinou? a roubar para ele?... O sr. sé disse-me que era a
courela do lado direito, e ele dice-te para que lado te devias virar para escolheres o
teu lado direito? não senhor, eu vi logo que ele é tão burro como tu.
Mas olha eu não te vou fazer mal porque tu não tens a culpa. Pega no mato que tens roçado e vai po-lo alem á porta daquele curral que tem a porta verde mas tem cuidado não te enganes, se queres levar a vida direita. Então e depois onde é que vou roçar para o meu patrão? Ali e não te enganes cuidado.

seis meses depois

Entretanto os pais de E. G. sentiam o coração apertado, as saudades eram muitas. A luta dos pobres para sobreviver naquela época, era muito grande.
Mas as saudades acabaram por vencer. Um dia a mãe do E. G. Resolveu meter
os pés ao caminho para ir visitar o filho.,e com um pequeno farnel num saquito
de pano cru, para lhe ajudar a vencer as quatro horas de caminho lá foi a sra.
Maria. O sr. Henrique teve que ficar em casa não podiam ir os dois, já haviam mais dois filhos e as galinhas e uma cabrita que dava o leite lá para casa, e então o pai ficou.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

ABRE OS OLHOS RAPAZ!

Terça-feira, 24 de Julho de 2007

 


Abre os olhos rapaz e salta da cama! Que já é tarde. Então e que tal?
já tens fome para comer esta fatia de pão com azeitonas e beber e boer este copo de aguardente? Já sim senhor. Assim é que se responde sempre sim senhor e não senhor. Bá come lá depressa que é tarde, depois pegas numa corda e numa roçadoira para ires ao mato. Tu já sabes roçar mato não sabes? sei pouco, porque ainda rocei pouco. Deixa lá aqui bais roçar muito para saberes muito. O mato é para por na cama das cabras anda cá que eu bou-te dizer onde é o curral das cabras, e bou-te também mostrar onde bais roçar o mato. Olha aqui é o curral das cabras e o mato é alem naquela encosta tás a ber? Agora toma atenção há lá três courelas e tu roças na do lado direito, tem cuidado porque se roças na do meu cunhado e ele te apanha ele coça-te o pelo. E o pobre do miúdo lá foi. mas o azar bateu-lhe á porta.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

TU JÁ ÉS UM HOMEM


FALAR DO PASSADO (continuação)

Enão até á proxima: Deite-me a sua benção meu pai e minha mãe. Que deus te abençoe filho,- B´´a lá rapas temos que ser breves porque ainda temos quatro horas de caminho e daqui apouco é noite. -olha lá rapas ainda não me dissete o teu nome eu sou E. G. está bem. Chegados a casa, e feitas as apresentações: olha lá a que horas te costumas levantar la na tua casa?´ás oito ou mais, pois é por isso é que em tua casa não há ~que comer, pois olha aqui á hora que em tua casa se levantam já toda a gente ganhou para o almoço; A partir de amañhã o levantar é ás seis horas da manhã. A hora de deitar é depois do trabalho pronto, estamos entendidos? sim senhor. Pronto por hoje é jamtar e ir para a cama.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

O COMEÇO DO FIM


FALAR DO PASSADO

  • Vou partir para uma aventura,
  • vou falar de um passado,
  • que é uma realidade dura,
  • De um tempo não desejado.
  • A nossa felicidade é tanto maior
  • quanto menor é a difrença entre
  • o que temos e o que ambicionamos ter.
  • É bom ser-se ambicioso, mas apenas o Q.V.
  • Está-se em plena guerra em 1943(agosto)
  • -Boa tarde-Boa tarde; - Vocês por acaso não
  • tém-em poraí um rapasito mesmo piqueno
  • que me queiram dar lá para minha casa por uns
  • tempos; - Eu ter tenho e bem precisava que alguem
  • mo leva-se porque não temos que comer, mas ele é
  • é tão novinho tem´só sete anitos,- serve pó queu quero,
  • Então olhe leve-o. - E onde é que o sr. mora eu sou o sé martins
  • de Sindinho da sra., - !É tão longe, mas olhe leve-o. - E quanto é que
  • eu lhe hei-de dar por ano, - olhe só que lhe dê decomer já é bom.
  • Está bem então eu daqui por um ano dou-lhe um dia ou dois para
  • ele cá vir ver os pais; - Está

O MEU PASSADO

Chamo-me Eduardo Gonçalves, e pronho-me fazer deste blog, o meu diário. Quero que ele seja o mais fiel possivel, embora a esta distancia, já alguns acontecimentos esteijam, instalados na poltrona do esquecimento. Vai nascer, lá num passado longincuo, á distancia de + - 68 anos. Uma História, que será tão verdadeira, quanto eu conseguir, fazendo para isso buscas aturadas bem no fundo  da minha memória. As falhas que venham a existir, não serão graves, até porque não se trata de uma história para ir para qualquer compendio, de altos estudos,ou outros. Este blog será publico, mas não farei qualquer convite, a possiveis seguidores. É apenas para poder saber que a minha hitória com algumas poucas alegrias, e muitas tristezas, aqui vai ficar uimpressa.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011



O reencontro


Trus Trus: É aqui que mora o sr. j. Martins? - É sim e a sra. quem é? eu sou a mãe do e. g. -A entre eu sou a Joana a mulher do j. Martins. - muito gosto em conhece-la. Já vi que a sra. veio fazer uma visita ao seu filho sim eu já quase morria de saudades: - Eu entendo mas olhe ele está na horta com o patrão mas daqui a pouco ele chega porque tem que ir acartar agua para casa.
Á sim e como é que ele se comporta, - Olhe ele é muito bom menino, mas o meu marido tem ciumes de mim com ele, olhe aí vem ele