terça-feira, 15 de março de 2011

A TRAGÉDIA

Quem nada tem, nada come, E ao pé de quem tem comer, se alguém disser que tem fome, comete um crime sem querer. O filho então o que foi que aconteceu, nada -como nada se tu estás aqui quando devias estar na casa do teu patrão? - Ele pôs-me na rua,- E por que te pôs ele na rua? - porque eu gosto da d. Joaninha. Ai valha-me Deus, que tragédia, então e ele disse que não te queria lá mais?- Não ele não disse isso, só disse, some daqui para fora, e eu fugi, enquanto ele ficou a ralhar com a d. Joaninha.- (Estamos em Novembro de 1943 em plena guerra) Olha filho logo quando o teu pai chegar nós vamos falar e depois eu ou o teu pai vamos lá falar com os teus patrões para tu voltares para lá. - Eu não quero voltar para lá.

segunda-feira, 14 de março de 2011

de novo em casa

Então filho o que é que te aconteceu, o que tu fizeste? Nada mãe o sr. José é que me mandou embora mas sem rasão. Estás á espera que eu acredite que o sr. José estava muito bem e de repente lembrou-se e disse esta-me a apetecer mandar o miúdo embora, e chegou a ti e disse : vai-te embora some daqui para fora. Ele tem ciumes de mim mãe, Eu não acredito no que eu oiço. Mas é verdade mãe. O teu pai quando souber vai ficar contente vai. O mãe mas eu juro que não tive culpa. Nós mais logo falamos.

domingo, 13 de março de 2011


O REGRESSO

Pronto :eu levo-te para casa mas a tua mãe vai ficar triste com isto.
mas eu não fiz mal nenhum tio.
Pronto não se fala mais nisso. (A chegada a casa) Ai Jesus o que é que aconteceu filho. Não acontece nada, eu vinha do mercado e vejo o rapas a correr e gritei-lhe, o que tinha acontecido, e ele disse-me só que não tinha acontecido nada. ó compadre obrigado por mo ter trazido. Pronto adeus. Adeus.
- Olha aqui Joaninha ou tu mudas de comportamento, ou nós vamos ter problemas por causa do rapas.Eu proíbo te de te abeirares dele.
E tu achas que isso é justo, é só uma criança. É uma criança que me está a dar muito que pensar.
Não sejas tonto e onde é que ele está? Descansa que ele não foge.

sábado, 12 de março de 2011

A TRAGÉDIA

Quem nada tem, nada come, E ao pé de quem tem comer, se alguém disser que tem fome, comete um crime sem querer. O filho então o que foi que aconteceu, nada -como nada se tu estás aqui quando devias estar na casa do teu patrão? - Ele pôs-me na rua,- E por que te pôs ele na rua? - porque eu gosto da d. Joaninha. Ai valha-me Deus, que tragédia, então e ele disse que não te queria lá mais?- Não ele não disse isso, só disse, some daqui para fora, e eu fugi, enquanto ele ficou a ralhar com a d. Joaninha.- (Estamos em Novembro de 1943 em plena guerra) Olha filho logo quando o teu pai chegar nós vamos falar e depois eu ou o teu pai vamos lá falar com os teus patrões para tu voltares para lá. - Eu não quero voltar para lá.

sexta-feira, 11 de março de 2011


de novo em casa

Então filho o que é que te aconteceu, o que tu fizeste? Nada mãe o sr. José é que me mandou embora mas sem rasão. Estás á espera que eu acredite que o sr. José estava muito bem e de repente lembrou-se e disse esta-me a apetecer mandar o miúdo embora, e chegou a ti e disse : vai-te embora some daqui para fora. Ele tem ciumes de mim mãe, Eu não acredito no que eu oiço. Mas é verdade mãe. O teu pai quando souber vai ficar contente vai. O mãe mas eu juro que não tive culpa. Nós mais logo falamos.

quinta-feira, 10 de março de 2011


O REGRESSO

Pronto :eu levo-te para casa mas a tua mãe vai ficar triste com isto.
mas eu não fiz mal nenhum tio.
Pronto não se fala mais nisso. (A chegada a casa) Ai Jesus o que é que aconteceu filho. Não acontece nada, eu vinha do mercado e vejo o rapas a correr e gritei-lhe, o que tinha acontecido, e ele disse-me só que não tinha acontecido nada. ó compadre obrigado por mo ter trazido. Pronto adeus. Adeus.
- Olha aqui Joaninha ou tu mudas de comportamento, ou nós vamos ter problemas por causa do rapas.Eu proíbo te de te abeirares dele.
E tu achas que isso é justo, é só uma criança. É uma criança que me está a dar muito que pensar.
Não sejas tonto e onde é que ele está? Descansa que ele não foge.

quarta-feira, 9 de março de 2011


A DESILUSÃO

E o rapas muito assustado corre sem saber muito bem para onde. com os olhos muito abertos enquanto corre, pensa: Eu gosto muito da sra. Joana, mas eu vou fugir e só volto quando o sr. José morrer. E se a sra. Joana morre primeiro? Ó... quem vem ali o meu tio Francisco. Ó rapas para onde vais tu assim a corre dessa maneira, parece que vais a fugir de alguém. Foi o meu patrão que me pôs na rua. E o que fizeste tu para ele te por na rua? nada ele é que não gosta de mim, eu vou levar-te lá e vou falar com o teu patrão não tio leve-me pá minha casa, pá minha mãe.